O PESO DE UMA DECISÃO

A nossa vida é formada por decisões, e, estas nos acompanharão sempre podendo nos levar a uma satisfação imensurável ou a uma lamentação profunda.

Em todas as situações em nossas vidas, teremos sempre escolhas a serem feitas, tudo no 50%, ou sim ou não e isto é realidade, podemos ao amanhecer escolher ir ao trabalho com uma determinada roupa, usar um determinado perfume, ao sair de casa, decidir qual o caminho a ser tomado e assim sucessivamente, no entanto, o diferencial de uma pessoa para outra é a reflexão sobre as decisões.

Todas as decisões acima, na maioria das vezes, não tem tamanha força de nos chatear, mas quando decidimos por exemplo, escolher um amigo, uma carreira, um(a) namorado(a), estas talvez necessitem de uma reflexão mais apurada, haja vista que qualquer decisão que tomemos, sempre haverá uma reação.

Quando escolhemos dentre 10 pessoas, uma para conviver, por exemplo, deixamos para trás 9 formas de viver a vida diferente, deixamos 09 oportunidades de vislumbrarmos lados que nunca veríamos. Quando escolhemos dentre as mais de cinquenta oportunidades de empregos existentes, deixamos as outras chances todas para trás, por isso o refletir sobre uma decisão é fundamental.

Vejo nos dias de hoje diversas jovens grávidas, que por uma decisão às vezes tomada pela paixão/desejo, e, não pela razão, alteraram 50% daquilo que poderia viver, digo isto por viver ao lado de uma amiga que pela gravidez deixou de viver inúmeras coisas.

A vida é feita de riscos, isto é fato, bem como sei que quem vence é somente aquele que tem coragem de oferecer a cara à tapa, mas existem riscos previsíveis, que poderiam ser evitados se colocássemos a razão, ou até mesmo não afastássemos as nossas convicções criadas desde infância.

Para agradar um amigo, já vi um jovem colocar um cigarro na boca e se tornar um viciado, para se enquadrar em um grupo, já tomei decisões que me magoaram por um tempo.

O ser humano é o único ser que erra mais de uma vez, neste sentido, para ficar mais claro, observemos um cavalo, se cercarmos o seu pasto com uma cerca elétrica, e, este encostar ali uma vez apenas, nunca mais aproximará daquela cerca, pois sabe o perigo que ela lhe oferece, mas o ser humano, pelo contrário, se viver uma situação que lhe amargurou, com certeza vai repetir aquilo por vezes até perceber que nada mudou, “burrice”? Nem sempre, acredito que mais pelo fato de não aceitar certas realidades.

Mas então, se tomamos decisões precipitadas em nossas vidas, o que devemos fazer? Acredito que o melhor remédio a ser feito é não colocar nos outros a culpa pelo seu “fracasso”, muito menos colocar este fracasso em uma “moldura” e pendurá-lo na parede da sala, para que possa lamentar sempre que o ver, mas sim refletir sobre o que foi feito e buscar forças para que não se repita.

Remoer uma decisão precipitada é se flagelar todo dia, mas refletir sobre a decisão é tentar entender o que deu errado, naquilo em que acreditaríamos que daria certo.

Para encerrar, em virtude do texto já está grande, cito o exemplo de Maria Madalena, mulher de vida fácil, à época de Jesus, que seria condenada por uma decisão, mas que na primeira oportunidade que pode se refazer, se tornou verdadeira seguidora de Cristo e exemplo vida e Santidade.

Uma decisão deve sempre ser tomada, as consequências desta decisão, devem sempre ser aceitas, e, caso a consequência não seja das melhores, apenas levante a cabeça e siga, na certeza que após uma noite temerosa, haverá uma amanhecer abençoado.

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